O Poder Executivo autorizou a criação de 3.029 vagas para os diversos cargos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Entretanto, o concurso público realizado no último ano não amplia o quadro como previsto na Leiº 12.803/2013. Até agora, dos 1.122 aprovados, apenas 500 foram nomeados. A situação contribui para o déficit da segurança pública e compromete a qualidade do serviço prestado ao cidadão, além de arriscar a saúde do profissional.Mesmo com o crescimento populacional e da demanda na segurança pública, a quantidade de agentes de polícia se mantém desde 1993. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos anos 1990, a população do DF era de 1,6 milhão. Na década seguinte, pulou para 2,6 milhões e com o Entorno, o número salta para quatro milhões. Os dados do Mapa da Violência colocam o DF em 478º lugar no ranking com 5.569 municípios e com uma taxa de homicídios de 38,9, à frente de Rio de Janeiro (1.091º) e São Paulo (1.554º).
O combate à violência e a prevenção de crimes são possíveis por meio
de um conjunto de ações: compra de viaturas, equipamentos e um modelo
moderno de segurança pública que investe na inteligência policial, na
capacitação, na melhoria das condições de trabalho, na aproximação dos
policiais com a comunidade. “Não podemos continuar com o mesmo quadro há
mais de 20 anos. É de fundamental importância para a população do DF a
imediata convocação de todos os aprovados no último concurso”, o alerta é
do vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF),
Renato Rincon.
“A escassez dos policiais civis nas delegacias e nas ruas vem aumentando os problemas de saúde dos profissionais, são casos de estresse e até alcoolismo e depressão. Infelizmente, tivemos suicídios neste ano e diversos pedidos de afastamento”, relata Rincon.
Nas delegacias, três a quatro policiais fazem o atendimento aos cidadãos. Antes, registrar uma ocorrência era imediatamente, hoje, a espera pode chegar a duas horas. O número não é suficiente para atender à demanda. Assim como nas investigações, os agentes estão sobrecarregados. O resultado é o atraso na resolução dos crimes, o que contribui para o aumento da impunidade. Os números da PCDF de agosto deste ano apontam que existem, pelo menos, 2.351 vagas disponíveis para agente de polícia. Os outros cargos também sofrem com o déficit: atualmente, há mais de 522 vagas de escrivães em aberto. Com poucos profissionais na função, o trâmite dos inquéritos tornou-se, lento. A solução em parte está na convocação dos aprovados do último concurso.
Fonte: JORNAL DA COMUNIDADE – DF
“A escassez dos policiais civis nas delegacias e nas ruas vem aumentando os problemas de saúde dos profissionais, são casos de estresse e até alcoolismo e depressão. Infelizmente, tivemos suicídios neste ano e diversos pedidos de afastamento”, relata Rincon.
Nas delegacias, três a quatro policiais fazem o atendimento aos cidadãos. Antes, registrar uma ocorrência era imediatamente, hoje, a espera pode chegar a duas horas. O número não é suficiente para atender à demanda. Assim como nas investigações, os agentes estão sobrecarregados. O resultado é o atraso na resolução dos crimes, o que contribui para o aumento da impunidade. Os números da PCDF de agosto deste ano apontam que existem, pelo menos, 2.351 vagas disponíveis para agente de polícia. Os outros cargos também sofrem com o déficit: atualmente, há mais de 522 vagas de escrivães em aberto. Com poucos profissionais na função, o trâmite dos inquéritos tornou-se, lento. A solução em parte está na convocação dos aprovados do último concurso.
Fonte: JORNAL DA COMUNIDADE – DF
http://sinpoldf.com.br/destaque/df-abre-2-300-vagas-para-agentes-de-policia/